Grupo quer fim do financiamento de campanhas
David Moisés
Agência Estado
De São Paulo
O financiamento de campanhas eleitorais por empresas é a base de uma cadeia de corrupção política, e a Transparência Brasil quer atacar a raiz do problema com uma ação nacional pelo financiamento público a todas as candidaturas. Esta será a primeira mobilização do braço brasileiro da Transparency International (TI), organização mundial de combate à corrupção.
A idéia é eliminar as doações aos políticos para evitar que eles se tornem devedores das empresas. Os políticos eleitos já assumem seus cargos devendo favores aos empresários que bancaram suas campanhas, justifica Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, um dos articuladores da Transparência Brasil. Nos Estados Unidos, há hoje um movimento muito forte pelo financiamento público de campanhas, exemplifica.
O grupo brasileiro é formado por cerca de 50 pessoas e ONGs, entre elas o Ethos e o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE). Assim que consolidarem a Transparência Brasil, o movimento deve ser lançado. Vamos tentar avançar além da lei contra a corrupção eleitoral, uma iniciativa popular apoiada diretamente por 1 milhão de pessoas, afirma Eduardo Capobianco, do grupo.
A Transparência vai também formular propostas de políticas públicas contra propinas. Queremos mostrar como a corrupção prejudica o cotidiano das pessoas, como a crise da Febem, o desemprego e a violência das ruas têm a ver com ela, afirma Grajew.





