O Movimento pela Moralização da Admistração Pública quer que o primeiro ato do prefeito eleito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), quando assumir o cargo, seja promover uma auditoria completa nas contas da prefeitura. Este foi o recado que o grupo deu a Nedson ontem, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além da auditoria, o movimento quer a implantação de uma ouvidoria pública, proposta apresentada pelo petista.
‘‘O mais importante é que ele (Nedson) sinta que a moralidade não tem preço, época ou filiação partidária. A moralidade é hoje uma necessidade’’, destacou o advogado Lauro Zanetti, presidente da OAB em Londrina. Segundo ele, até agora a sociedade não sabe ao certo o que ocorreu com o dinheiro arrecadado com a venda das ações da Sercomtel, em maio de 1998. ‘‘Queremos que eles mostrem, por exemplo, a fotocópia dos cheques para ver no verso na conta de quem foi parar esse dinheiro.’’
Em relação à ouvidoria, Zanetti destacou que é importante saber como se dará a escolha dos membros. ‘‘A idéia, em princípio, é muito boa porque facilita a fiscalização e o controle da administração municipal. Por isso queremos saber como vamos poder participar.’’
Antes da reunião, Nedson reafirmou a disposição em dar ‘‘transparência’’ à administração, incluindo fatos ocorridos no passado. ‘‘A questão pública interessa a qualquer tempo’, disse. Segundo ele, a proposta é criar uma auditoria permanente na prefeitura, para fiscalizar não só a aplicação de recursos como também acompanhar e corrigir erros da administração. ‘‘E a minha ordem para os secretário será fornecer qualquer documento solicitado pelos promotores.’’
Nedson disse também que a definição sobre como a ouvidoria vai ser implantada será feita em discussões com a própria sociedade. No entanto, o prefeito eleito pretende sugerir a criação de um Conselho de Defesa de Direitos dos Cidadãos, que indicaria o ouvidor. ‘‘A diferença da nossa proposta é o fato de (o ouvidor) não ser nomeado pelo governante mas sim pela sociedade. Essa é uma idéia de transparência e democracia’’, disse Nedson.

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