Grupo JB assume controle da CNT e barra programas locais


Catarina Scortecci Equipe da Folha
Catarina Scortecci Equipe da Folha

Curitiba - O grupo comandado pelo empresário Nelson Tanure confirmou que comprou o direito sobre a programação televisiva da rede Central Nacional de Televisão (CNT) da família Martinez do Paraná. Tanure é acionista majoritário do Jornal do Brasil (JB), do Rio de Janeiro. O contrato com a CNT é temporário, tem duração de cinco anos, e prevê o direito sobre a programação, mas mantém a família Martinez como proprietária da rede. Conforme explicou o diretor jurídico da CNT em Curitiba, Luiz Carlos da Rocha, trata-se de um acordo operacional para produção de conteúdo.
''Pelo contrato, a gestão do conteúdo fica sob responsabilidade do JB. E a CNT fica responsável pela operação e ampliação do sinal'', explicou ele. O diretor preferiu não revelar o custo da negociação, e enfatizou que a família Martinez ''não tem qualquer intenção de vender o controle acionário da CNT''. No item relacionado à ampliação do sinal, o diretor adiantou que a CNT pretende instalar uma geradora nas capitais Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). Os sistemas de sinais mantidos em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ) também serão melhorados. A CNT possui unidades em Curitiba e Londrina, e também em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. ''A CNT é a única rede nacional fora do eixo Rio-São Paulo. O fato é interessante para o JB. Então eu acredito que a cabeça da rede continuará sendo no Paraná'', acredita ele.
Na negociação, consolidada em meados do ano passado, ficou acertado que o JB manteria, por pelo menos seis meses, o corpo profissional da CNT e também a programação já transmitida pela rede. Durante o período, que se encerrou neste mês de janeiro, o JB anunciaria sua avaliação sobre a equipe e os programas.
''Eles é quem têm autoridade agora para decidir sobre a programação e a equipe que faz a programação. Eles podem tirar ou não os programas e manter ou não a mesma equipe'', enfatizou o diretor. A reportagem tentou insistentemente contato com o representante comercial do JB e sobrinho de Nelson Tanure, Márcio Tanure, para saber sobre a situação das unidades de Curitiba e Londrina, mas não obteve resposta.
Em Londrina, a unidade da CNT está fechada e a programação da TV Tropical (da rede CNT) vem do Rio de Janeiro através da CBTV, que também pertence ao JB. ''Eu acredito que o JB esteja se preparando para entrar com uma programação local nova'', comentou o diretor. Informação extra-oficial aponta que a previsão é que a nova programação da rede seja levada ao ar em março. Até lá, a programação sairá do Rio de Janeiro pela rede CBTV. O novo nome do canal seria Rede JB. O nome TV Sol também chegou a ser cogitado.

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