O imóvel de 100 mil metros quadrados localizado no Conjunto Lindoia (zona leste) avaliado em R$ 6,2 milhões será doado para a BR Sul Gestora de Bens, empresa que pertence ao grupo Garcia/Brasil Sul. Mais um passo foi dado nessa quinta-feira (3) pela Câmara Municipal de Londrina ao aprovar o projeto de lei 122/2019 do Executivo que desafeta a aérea pertencente ao município. Foram 17 votos favoráveis e duas abstenções: Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV).

No imóvel doado, a empresa pretende transferir e expandir sua sede e garagem, cujo projeto prevê a construção de aproximadamente 16.000 m2, com início em 12 (doze) meses e término em 36 (trinta e seis) meses, contados a partir da liberação para a construção. Serão investidos cerca de R$ 40 milhões, considerando as obras de construção e da infraestrutura necessária para instalação da empresa no local. O imóvel será destinado à sede, garagem e atividades das empresas coligadas do Grupo.

De acordo com o presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, o grupo requisitou a nova área com intuito de permanecer gerando emprego e renda na cidade. "A Garcia faz parte da história de Londrina e está em crescente evolução. E essa doação significa mais de mil empregos para Londrina. O IPVA dos veículos são destinados ao nosso Estado." A empresa gera cerca de R$ 8 milhões em tributos mensalmente, com receitas de ISS, IPVA e ICMS.

O mesmo terreno chegou a ser entregue pelo município à TMT Memory Group em 2012 pelo ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). Entretanto, a empresa - que prometia produzir produtos de alta tecnologia digital com uma fábrica da SanDisk - jamais chegou a construir na área próxima à UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

POLÍTICA DE DOAÇÃO

Ubiratan disse considerar como pontual a política de doação de áreas. "Nosso acervo de terrenos está acabando. Hoje se uma indústria grande solicitar uma área a prefeitura não vai ter condições de oferecer." Segundo ele, o município tem como principal projeto a Cidade Industrial de Londrina, na zona norte. Ou seja, são terenos de 2 mil a 10 mil metros para atender empresas de médio porte. "Eles vão ser licitados, lógico com incentivo de 50% do valor do terreno."

O projeto de infraestrutura do Cilon deve ser licitado até o final do ano. Serão investidos R$ 25 milhões com financiamento do Paraná Cidade. "Depois iremos licitar os terrenos para as empresas interessadas."

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