''Grupo dos 21'' boicota sessão
Grupo dos 21 boicota sessão
O governador Jaime Lerner (PFL) marcou para a próxima segunda-feira, no seu gabinete em Curitiba, um encontro com os aliados que lhe dão sustentação política na Assembléia Legislativa. A conversa é restrita aos líderes de bancada e tem por objetivo pôr fim à dissidência aberta na base, com a formação do Grupo dos 21. Formado por 21 deputados do PFL, PTB, PPB, e setores do PDT e PSDB, o grupo ameaça boicotar a votação de matérias de interesse do Palácio Iguaçu na Assembléia se o governo não abrir suas contas e negociar suas dívidas.
A disposição de Lerner em ouvir a queixa dos aliados foi manifestada no início da noite, depois de uma conversa do governador com o líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB). O Grupo dos 21 reuniu-se pela manhã, no escritório comercial do líder do PPB, Tony Garcia. Rossoni levou a Lerner o resultado do encontro. O grupo fez duras críticas ao governador e a sua equipe. Não queremos ser cúmplices de calotes. A base de apoio só serve para votar. Nunca nos colocam a par dos assuntos e agora queremos uma reforma administrativa, reclamou Tony Garcia.
O Grupo dos 21 comunicou ainda ao líder do governo que nenhuma mensagem passa até que Lerner converse com os aliados. Apesar de não haver mensagens urgentes sob pendência, a promessa foi cumprida ontem. A maioria dos deputados governistas derrubou a sessão ontem. Eles me disseram que isso não vai mais acontecer e que me darão um prazo de uma semana para resolver o impasse, observou Rossoni. O líder do governo classificou como preocupante a dissidência. A crise com os aliados se acentuou com a estratégia do governo contatar de prefeitos e eleger obras prioritárias quando o problema de caixa estiver equacionado. Os deputados se sentiram excluídos do processo.
Se depender do secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, e do presidente da Assembléia, Aníbal Khury, a crise doméstica está com os dias contados. Aníbal disse que sentiu-se como marido traído. Fui o último a saber da rebelião. Segundo o deputado, todos sabem que a situação financeira do Estado não vai bem e que o protesto é normal, com tempo determinado para se dissipar. Tato Taborda fez o mea culpa em nome do governo. Ele admitiu que há falhas na comunicação e que o problema será solucionado e disse que os contatos mantidos com prefeitos não excluem os deputados.(L.D.)





