A possibilidade de a Sercomtel ter redução de custos e de carga tributária por meio do retorno à condição de autarquia foi discutida ontem, na Câmara de Vereadores de Londrina, na primeira reunião do grupo de estudos sobre a telefônica. Na ocasião, também foram definidas a presidência e a relatoria da equipe, postos ocupados respectivamente pelo presidente da Casa, Sidney de Souza (PTB), e pelo vereador Jamil Janene (PMDB).
De acordo com Sidney, a discussão sobre a autarquização da telefônica - condição deixada durante a gestão do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida - ainda é abstrata e não unânime dentro do grupo, composto também por Tercílio Turini (PPS), Paulo Arildo (PSDB) e pelo líder do Executivo, Gláudio Renato de Lima. A possibilidade, disse, está englobada na análise jurídica que se pretende junto a outras quatro vertentes de estudo: a econômico-financeira-contábil, a tecnológica e a de perspectivas de mercado futuro.
''A autarquização foi colocada a fim de se estabelecer uma comparação, pois pode haver aí a possibilidade de redução de custos e de tributos. Mas tudo ainda é muito vago'', afirmou o petebista. Conforme ele, outra frente de análise nessa esfera é a que versa sobre o destino dos 99 funcionários da Celular, em caso de venda. ''Vamos ver se juridicamente é possível ou não o reaproveitamento deles, pois muitos migrama da Fixa quando da cisão em duas empresas. Em caso de venda, poderiam ter garantia de emprego na Fixa?'', questionou.
Outra etapa de análise que é esperada como das mais complexas é a dos balancetes e balanços da Sercomtel. Nesse caso, porém, Sidney admitiu já ter entregue aos demais integrantes um estudo solicitado por ele às assessorias contábil e jurídica, no início do ano, cuja parte econômico-financeira foi finalizada já há cerca de quatro meses. ''Nele há um ponto de vista pessoal, uma síntese. Mas já se apontam, por exemplo, que houve um aumento significativo de custo impactando, pesado, na Celular'', citou, referindo-se a ''aumento de gastos com energia, água, luz e folha de pagamento''. Ainda no estudo financeiro, terceirizações, publicidade e patrocínios também deverão ser enfocados. ''A meta é ver se isso tudo está sendo versado com resultado.''
A reunião de ontem não definiu prazo de conclusão dos trabalhos, e, por outro lado, colocou a possibilidade de eles se estenderem inclusive durante o recesso, em janeiro e parte de fevereiro. Não houve, na avaliação de Sidney, qualquer discussão sobre a condução das análises durante o período eleitoral - que começa em julho.
O próximo encontro será amanhã, na Câmara, às 14h30. Nele, serão apresentados todos os pedidos de informação referentes à Sercomtel, desde 2001, mas os que têm resposta - vários ainda aguardam os dados da Prefeitura, que vem pedindo prorrogação de prazo para tal. ''Informação que ficar retida será coletada in loco pelo grupo'', disse o presidente.

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