Das 11 empresas investigadas pela CPI, cinco chamam mais a atenção seja pelo valor envolvido ou pela quantidade de vezes em que elas recorreram ao Banestado. É o caso da Xingu Construtora de Obras Ltda., que teve nove empréstimos concedidos entre outubro de 1995 a junho de 1998, no valor total de R$ 30,9 milhões. A Tibagi Engenharia Construções e Mineração Ltda. também recorreu 14 vezes ao Banestado. Em 1993 e 94 ela recebeu US$ 834 mil de crédito e entre 1995 e julho de 1996 obteve mais R$ 2 bilhões.
A C.R. Almeida Engenharia e Construções vem sendo beneficiada desde 1986. Entre empréstimos, descontos e recomposição de dívidas, foram feitas seis operações no valor de US$ 4,7 milhões e R$ 15,6 milhões. As Indústrias Reunidas São Jorge S.A, com sede em São Paulo, por sua vez, receberam empréstimos no valor de US$ 10,7 milhões em 1993 e em 1996 e em uma operação de composição da dívida voltou a receber empréstimo de R$ 2,7 milhões. As relações com a DM Construtora de Obras Ltda. são mais recentes. Desde 1996 foram feitos cinco empréstimos no valor de R$ 20 milhões. Em 98, a renegociação da dívida reduziu o crédito para R$ 15 milhões.
A reportagem tentou entrar em contato com essas empresas ontem à tarde, mas apenas a Xingu e a Tibagi atenderam. A informação da diretoria de ambas é que desconhecem operações ilegais e desconheciam a iniciativa dos deputados em pedir quebra de sigilo bancário.
As outras empresas citadas pela CPI são a Construtora Greca Ltda.; Sofhar Informática e Eletrônica Ltda.; Rodoférrea Construtora de Obras Ltda (do mesmo grupo da DM); C H Administração e Participações SC Ltda.; A. T. Computação Gráfica Ltda.; Raphael F. Greca & Filhos Ltda.; e Ocidental Distribuidora de Petróleo Ltda.

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