São Paulo Dirigentes e integrantes do PT que defendem que o partido adote uma linha mais à esquerda, e que lançaram um manifesto intitulado ''Resgate do PT'', decidiram, no sábado, realizar atos públicos e convocar um debate interno para pressionar o governo a abandonar sua diretriz, que definem como neoliberal. A resolução foi tomada durante encontro na sede do diretório nacional do partido, em São Paulo, que reuniu 112 líderes da legenda.
''Nossa intenção é colocar o PT nos trilhos para realizar as mudanças para as quais o partido foi criado porque, certamente, não foi para renovar o acordo com o FMI e não fazer a reforma agrária'', afirmou Markus Sokol, um dos organizadores do manifesto e membro do diretório nacional. Plínio de Arruda Sampaio Júnior, economista e professor da Unicamp, sugeriu que seja convocado um grande debate sobre ''a guinada do governo ao neoliberalismo e ao retrocesso stanilista''.
No documento chamado ''Resgate do PT'', há várias críticas à política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em um dos trechos, o manifesto diz que, ''com certeza, (os eleitores) também não votaram para que Meirelles, no Banco Central, prosseguisse a política suicida de altos juros e um regime de câmbio que estão levando a uma onda sem precedentes de demissões quase 600 mil postos de trabalho eliminados''. De acordo com os responsáveis pelo manifesto, o documento já tem 2.221 assinaturas de todo o País.

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