Grupo agride manifestantes e é preso
Alexandre Sanches
De Londrina
Quatro pessoas foram presas, acusadas de agressão física e roubo de faixas e camisetas, ontem de manhã, durante uma manifestação do Movimento pela Moralização da Administração Pública de Londrina. Marcelo Batista da Silva, 18 anos, Edvaldo Rodrigues, 27, José Roberto Alves, 31 e E.A.O., 17 anos, foram detidos em flagrante pela Polícia Militar. Eles foram identificados por membros do movimento como os principais agressores e encaminhados para a Delegacia do 1º Distrito.
O Movimento pela Moralização da Administração Pública está há cinco semanas fazendo protestos no centro da cidade, sempre aos sábados, pedindo Justiça sobre as denúncias de desvio de dinheiro no chamado escândalo AMA/Comurb. Segundo os promotores de Justiça, que apuram as irregularidades, o desvio já chega a R$ 16 milhões.
Ontem de manhã, ao chegar à Concha Acústica, onde os manifestantes fazem concentração aos sábados, encontraram o grupo, que estava bebendo e se identificou como simpatizante do prefeito Antonio Belinati. Testemunhas afirmam que eles estavam reunidos desde as 8 horas. Por volta das 10 horas, os membros do Movimento pela Moralização saíram em direção ao Calçadão. Na Praça Willie Davids, acabaram surpreendidos pelo quarteto. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina, não houve qualquer envolvimento do prefeito ou pessoas ligadas a ele no episódio.
Uma das vítimas da agressão, o bibliotecário Ademir Benedito Alves de Lima, 47 anos, estava revoltado com o ocorrido. Ele disse que foi pego de surpresa pelos manifestantes contrários ao movimento. Eles vieram por trás, agrediram a gente, pegando camisetas do movimento, as faixas. Eu mesmo tive escoriações no braço, disse, mostrando uns arranhões no braço esquerdo.
Lima identificou os quatro detidos como os responsáveis pela agressão. Os rapazes disseram ser favoráveis ao prefeito, mas negaram qualquer agressão. Fomos presos sem qualquer culpa, disse um deles. Um outro, identificado somente como Chocolate, não quis que tirassem fotos. Ele disse que por coincidência estava no local. Eu somente fui buscar meu irmão. A mulher dele está grávida e tinha que encontrá-lo. Estou aqui para retirá-lo, defendeu-se, na delegacia. Chocolate estava acompanhado de outras pessoas, que também seriam pró-prefeito. Enquanto esperavam que o delegado de plantão, Márcio Vinicius Ferreira Amaro, fizesse a autuação, os acusados da agressão, foram até um bar em frente da delegacia para beber. Depois de ouvir a vítima e os acusdos Amaro lavrou o termo circunstanciado e liberou a todos.





