Grupo acompanhará política social
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sexta-feira, 23 de abril de 2004
Agência Estado 
Brasília - O governo decidiu criar mais um grupo de trabalho, reforçando a lista dos 55 já existentes. Em reunião realizada ontem no Palácio do Planalto, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) instalou o Grupo de Acompanhamento da Política Social, que terá prazo de 10 dias para debater a metodologia de trabalho apresentada pelo ministro Jaques Wagner.
O documento distribuído aos 35 conselheiros que integram o novo fórum diz que o objetivo dos debates é ''possibilitar uma visão atualizada, segundo a disponibilidade de informações (...), do andamento das ações governamentais e do movimento da realidade social''.
O texto destaca ainda uma frase do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu: ''Sem diminuir profunda e radicalmente as desigualdes sociais não vale a pena governar e a política econômica não terá nenhum fim ético.'' Em seu discurso, Wagner disse que não há como ''desligar'' as políticas sociais do desenvolvimento sustentável.
Para facilitar o debate e o que o governo chama de ''reflexão propositiva'' serão formados subgrupos com até 15 pessoas, que emitirão pareceres sobre a execução da política social. A idéia é que todos apresentem sugestões ao Planalto para o aperfeiçoamento dos programas, como Bolsa-Família e Primeiro-Emprego. ''Não se pode falar em desenvolvimento econômico sem levar em conta a dimensão social e humana desse processo'', insistiu a subchefe de Monitoramento e Avaliação da Casa Civil, Miriam Belchior.
Uma discussão entre o empresário Paulo Vellinho e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, causou constrangimento durante a instalação do grupo de trabalho. Ao cobrar mais investimento na área social, Vellinho disse que, segundo pesquisas, a desnutrição afeta o desenvolvimento intelectual. ''Não é apenas com os pobres que acontece isso. Com a elite também'', devolveu Patrus que, no fim, pediu desculpas.


