Uma caravana de cerca de 300 agricultores (segundo a PM) do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul desfilou ontem pelas ruas centrais de Curitiba, em protesto ‘‘contra a falta de uma política agrícola adequada em nível federal e estadual’’. Uma comissão dos manifestantes, que integram o 5º Grito da Terra Brasil, foi recebida pelo governador Jaime Lerner, que concordou com as reivindicações.
Os agricultores querem, basicamente, que o governo estadual determine à bancada governista na Assembléia Legislativa que desengavete o Fundaf (Fundo Público de Apoio à Agricultura Familiar), parado no Legislativo há mais de um ano. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Paraná (Fetaep), Antonio Zarantonello, o Fundaf tem três pontos que interessam aos agricultores: ‘‘Primeiro o fundo, se virar lei, vai ajudar no financiamento dos investimentos e custeio da safra. Segundo, vai atuar como avalista dos agricultores que não conseguem dar as garantias necessárias para os bancos e, terceiro, vai funcionar como um equalizador de preços e juros’’.
Outra iniciativa em que os manifestantes esperam ter apoio do governo é para que as concessionárias de rodovias procedam a isenção do pedágio para agricultores familiares que estejam transportando produtos in natura e na movimentação de calcário. ‘‘A cobrança de pedágio é mais cara que o próprio pedágio’’, atacou Zarantonello.
O Grito da Terra é um movimento intersindical, que congrega perto de 10 milhões de agricultores em todo o País. São 3.500 sindicatos, coordenados por 24 federações estaduais, que, por sua vez, são assistidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Hoje o Grito da Terra prossegue em marcha até Brasília, onde esperam reunir 7.200 pessoas amanhã, num grande ato.Albari RosaEm marchaManifestantes marcham a Brasília e incorporam-se ao movimento nacional que será encerrado amanhãEledovino Bassetto Junior

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