Grito dos Excluídos não terá candidatos
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sexta-feira, 06 de setembro de 2002
Carolina Farias<BR>Agência Folha 
São José dos Campos Sem políticos candidatos no palanque, a Igreja Católica espera para hoje, em Aparecida (interior de São Paulo), cerca de 130 mil pessoas para o oitavo Grito dos Excluídos. Sob o slogan ''Soberania não se negocia'', o evento terá como principal tema a discussão da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
No encontro, que deve começar às 9 horas, será divulgado o plebiscito nacional apoiado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a adesão ou não do Brasil ao tratado de livre comércio que está sendo discutido entre os países das Américas, sob coordenação dos Estados Unidos.
Os organizadores do evento garantem que, apesar do tema de caráter político, o ato não servirá de palco para políticos. ''Nos anos anteriores, procuramos evitar partidarizar as manifestações, pois senão ela perderia o sentido. Neste ano, nenhum político subirá no palanque'', afirmou o padre Luiz Bassejo, secretário-executivo do Grito dos Excluídos e secretário nacional da Pastoral do Migrante.
A Marcha dos Trabalhadores, uma espécie de romaria com cerca de 150 pessoas que saiu de São Paulo há uma semana, deve chegar a Aparecida hoje por volta das 6 horas. A chegada será no porto do Itaguaçu, local onde foi encontrada por pescadores a imagem da santa Nossa Senhora Aparecida, que deu nome à cidade. Os peregrinos sairão em procissão às 7h30, em direção à Basílica, para acompanharem o Grito.


