Grito dos Excluídos levanta bandeiras
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domingo, 07 de setembro de 2008
André Amorim<br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - Dezenas de entidades sociais e centenas de pessoas participaram ontem, em Curitiba e São José dos Pinhais (Região Metropolitana), do Grito dos Excluídos, manifestação popular de abrangência nacional que tem por objetivo questionar o modelo neoliberal, que exclui os economicamente desfavorecidos.
Essa é a 14 edição do movimento, que acontece sempre no dia 7 de Setembro (feriado da Independência) como contraponto à idéia de que o Brasil é um país independente. Esse ano a manifestação trouxe o mesmo tema utilizado no primeiro grito, realizado em 1995: ''Vida em Primeiro Lugar - Direitos e Participação Popular''.
''É pra mostrar que a vida está acima das leis de mercado'', explica Elizete Oliveira, representante das pastorais sociais e integrante da organização do evento. Segundo ela, uma das contribuições do grito é fortalecer e organizar os movimentos sociais.
Neste ano, a manifestação em Curitiba começou em frente à paróquia Santa Amélia, no bairro Barreirinha, e de lá partiu para a Associação dos Catadores de Papel Novo Amanhecer, cujo espaço foi ocupado a exatos dois anos, durante as manifestações do 12º Grito dos Excluídos.
Dentre as dezenas de movimentos listados estão pastorais sociais ligadas à igrejas, sindicatos, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), movimento dos sem teto, além de outras entidades reunidas pela Coordenação de Movimentos Sociais (CMS).
Na opinião do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), que participou da manifestação em Curitiba, é preciso ainda lutar muito para que a inclusão social aconteça de fato. O parlamentar destacou a importância dos movimentos sociais, que seriam responsáveis pela melhora da situação econômica mundial.
Para o metalúrgico Valdeci da Silva, a expectativa é de que o movimento desse domingo traga mais voluntários para a Pastoral da Criança e do Adolescente, da qual ele faz parte. Já para a agente de saúde Arminda de Oliveira, que empunhava uma bandeira do MST, a intenção é que o governo volte os olhos para as periferias.
Mas nem todos estavam tão convictos das intenções do grito. O carrinheiro Frank Beraldo Ramos, reconheceu que não sabe por qual motivo compareceu ao evento. ''Fui convidado, não tenho idéia do que vai acontecer'', afirmou.
Em São José dos Pinhais, a manifestação começou no bairro Jardim Itaqui e de lá partiu para o Jardim Alegria, onde moradores estariam enfrentando problemas de moradia.
Londrina - Membros da arquidiocese de Londrina junto com integrantes de entidades sociais, ONGs e sindicatos, fizeram passeata pela da Avenida Leste-Oeste ao final do desfile da Independência, enquanto o público já se dispersava. O grupo que promoveu Grito dos Excluídos havia participado de uma missa na paróquia da Vila Nova (região central). A manifestação foi encerrada com distribuição de frutas para os presentes. (Colaborou Adriana Ito/Reportagem Local)


