Grevistas tentam parar áreas estratégicas
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quarta-feira, 16 de julho de 2003
Agência Folha 
Brasília - Fracassadas as tentativas de convencer o governo a mudar pontos da reforma da Previdência, os servidores em greve querem paralisar hoje áreas estratégicas: a vigilância sanitária em portos e aeroportos, a distribuição de dinheiro e a mesa de câmbio do Banco Central. Ontem, os organizadores contabilizavam os mesmos 55% de adesão no país. O governo não informou os índices da paralisação. ''Achamos esdrúxula a definição de uma instância de negociação chamada ''reunião com os governadores''', afirmou Vicente Neto, da Fasubra (servidores de universidades).
Mais cautelosos, sindicatos de juízes federais e do trabalho preferem aguardar o texto final do parecer do deputado José Pimentel (PT-CE), relator da reforma, que será apresentado hoje. Desde já, porém, avisam: se não for mantida a integralidade para os futuros servidores pretendem ''recrudescer as ações''. ''Estamos procurando nos posicionar com cautela. Mas se vier alguma coisa extremamente danosa, não descartamos radicalizar a posição'', afirmou Paulo Sérgio Domingues, presidente da Ajufe (juízes federais).
A paralisação do Banco Central e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vem sendo discutida pelos grevistas desde o início da greve, no dia 8. A idéia é mostrar ao governo que os servidores públicos conseguem ''parar o país''. ''Já organizamos a paralisação das vigilâncias sanitárias em portos e aeroportos e finalizamos a negociação com o Banco Central'', afirmou Gilberto Jorge Cordeiro Gomes, da Condsef (servidores federais).


