Uma suposta omissão de socorro na quinta-feira passada, no Pronto Atendimento Municipal (PAM), deu origem a um ofício encaminhado ontem à tarde pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ao Ministério Público (MP) pedindo que sejam tomadas providências.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, o documento endereçado ao promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, denuncia o caso de uma mulher que teria sido dispensada de atendimento no PAM mesmo alegando fortes cólicas. ''Adotaram uma série de procedimentos errados, a começar pela triagem, que tem sido feita por gente não habilitada para isso'', disse Fernandes. Segundo o secretário, ele teria ficado sabendo do caso porque o marido da paciente ligou ao órgão municipal se queixando do ocorrido. Ela só foi atendida depois de encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) novamente ao PAM, onde teria sido constatado que sofria de problemas de cálculo renal.
''Relatamos esse fato concreto ao promotor e pedimos que ele entrasse em contato com o comando de greve. Por enquanto sabemos de um caso, mas pode haver outros semelhantes de que não sabemos'', justificou Fernandes.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja, disse que foi informado do caso pela reportagem. ''Até o momento não chegou nada disso para mim, mas o sindicato vai responder tudo que for solicitado pelo promotor'', amenizou. Mesmo assim, Urbaneja avaliou que a denúncia de omissão feita pela SMS seria uma tentativa de subverter a imagem do movimento de greve junto à população. ''Querem tumultuar para jogar a sociedade contra nós'', criticou. (J.G.)

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