Grevistas invadem prefeitura de Maringá
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quarta-feira, 28 de junho de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), afirmou ontem que não acredita na legitimidade do movimento grevista do funcionalismo municipal, iniciado dia 5. Ontem pela manhã, os ânimos ficaram ainda mais acirrados entre os trabalhadores e a administração. Centenas de pessoas 400 no cálculo da assessoria de imprensa da prefeitura e 1,5 mil nas contas do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) invadiram o prédio da prefeitura e ocuparam a antessala do gabinete do prefeito. Na hora da invasão, Barros estava no gabinete reunido com professoras. Eles deixaram o prédio pela porta privativa do gabinete que dá acesso direto a garagem.
''Este movimento não é legítimo, não tem nada a ver com o servidor que está sendo usado por esse movimento, que tem outros propósitos, para poder apresenta-los à sociedade'', disse o prefeito.
Barros ainda negou que a administração esteja sendo intransigente em relação às reivindicações dos servidores, que pedem 16,6% de reposição salarial. ''Sou uma pessoa por natureza conciliadora só que eles montam um esquema de tal maneira para que dê a impressão de que não chegamos a lugar nenhum. O que eles pedem não é possível ser dado, estou lidando com o patrimônio público que não posso abrir mão sem respaldo legal'', disse. ''Eles têm desde abril, uma certidão do Tribunal de Contas que diz que o nosso comprometimento de receita com a folha de pagamentos é de 51% e a Constituição diz que 54% é o limite máximo. Então, como pedem 16%? Qual o juiz que vai me obrigar a conceder um aumento que não posso dar?'', questionou.
Segundo Barros, ainda ontem a prefeitura entrou em com um pedido de reintegração de posse e solicitaram uma ação da Polícia Militar. ''Conversei com o (governador Roberto) Requião para que possam retirar essas pessoas.'' O prefeito disse também que há como identificar que líderes da invasão não são servidores. ''As pessoas que lideraram a invasão não são servidores. Conhecemos os servidores e essas pessoas são conhecidas aqui, pessoas que não tem nada a ver com o servidor público. Todos os danos provocados estão sendo registrados e vamos entrar junto à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público com pedido para que as pessoas que participaram da invasão, que foram filmadas e fotografadas, sejam responsabilziadas pelos danos ao município. Sendo servidores, vamos pedir para que sejam ajuizadas ações de improbidade e serão instaurados processos administrativos, porque não há como justificar a permanência dessas pessoas no serviço municipal'', relatou.


