Grevistas fazem ato contra vereadores
Antes da assembléia, os grevistas encenaram o enterro simbólico de 11 vereadores da Câmara de Londrina. Em um caixão falso, registraram os nomes na urna funerária e em 11 coroas de flores de papel, onde a expressão ''Aqui jaz'' era seguida do nome do parlamentar. Após uma ''procissão'', elas foram depositadas nas placas que reservam as vagas de cada vereador no estacionamento do Legislativo. Um boneco, com vestes reais, ironizando o prefeito Nedson Micheleti (PT), também foi usado na encenação.
Servidoras imitaram carpideiras e fingiram choro sobre o caixão; depois, acenderam dezenas de velas. Em cartazes simulando títulos eleitorais gigantes, outros funcionários mandaram mais mensagens os vereadores: ''2008 está aí'', ameaçaram.
A revolta se deveu ao posicionamento dos parlamentares na terça-feira passada. Na ocaisão, o grupo situacionista arquivou o requerimento que dava prazo de 48 horas para o prefeito compor uma comissão permanente de negociação.
Com a experiência de terça, a diretoria do Legislativo resolveu ontem reforçar a segurança: de seis homens, oito foram destacados para evitar tumultos. Em vez de três policiais militares, a manifestação dessa vez teve pelo menos sete PMS dando guarida aos parlamentares. Entre as ''medidas de precaução'', como definiu a diretoria, foi feita também a revista de quem subiu às galerias.
De lá, os grevistas novamente entoaram o Hino Nacional e dispararam contra os 11 parlamentares - 10 foram contra o requerimento, e um se ausentou no momento da votação. Desses, quatro faltaram à sessão. Os que ficaram foram citados ao lado do grito de ''vendido''.
O presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), criticou vereadores da oposição e colocou a Câmara à disposição de eventual negociação - mas com a volta aos trabalhos, como defende, também, o prefeito. ''Quando eles voltarem, queremos compor a comissão que analisará o desconto dos dias parados'', disse, para completar: ''Eles podem até se manifestar, mas que não afetem nosso trabalho, pago, afinal, com dinheiro do contribuinte''. (J.G.)





