Grevistas de Maringá figuram em lista de exonerações
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Janaina GarciaReportagem Local 
Um grupo de 28 servidores municipais de Maringá começou a receber ontem notificações do Executivo com o comunicado de que os nomes serão exonerados dos cargos. Os funcionários participaram da greve de 31 dias do ano passado - pela reposição salarial então acumulada em 16% - e figuram como alvos da comissão de sindicância instaurada pela administração para apurar dano ao patrimônio durante uma invasão ao prédio da prefeitura.
As exonerações constariam do relatório da comissão, instaurada a pedido do prefeito Sílvio Barros (sem partido). Na ocasião, grevistas acamparam no prédio da administração com o pretexto de que cantariam o Hino Nacional. Entretanto, a retomada da área, por decisão judicial, acabou gerando confronto entre servidores e policiais que levaram alguns dos ex-ocupantes à delegacia.
Ontem, a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) teria uma reunião com Barros para solicitar que as exonerações não se efetivassem. Segundo a presidente da entidade, Ana Pagamunici, não houve resultado: ''O prefeito não compareceu, apesar de nos ter garantido, esta semana'', disse, destacando que o Sismmar protocolou pedido de efeito suspensivo da possível penalidade, ainda ontem, no gabinete. ''A comissão não considerou nossa defesa, tampouco nossas testemunhas'', justificou a dirigente.
Dos 28 da lista, seis são diretores do Sindicato. O restante é de servidores da saúde, educação e coleta de lixo. ''Não há nada que comprove que danificamos algo; se eu for exonerado, recorro à Justiça'', disse Paulo Vidigal, auxiliar de enfermagem notificado.
Barros negou que as testemunhas não tenham sido ouvidas - mas disse que analisará o pedido formulado ontem pelo Sismmar. ''É prerrogativa deles, conforme o Estatuto do Servidor. Só que, por essa mesma lei, tiveram toda oportunidade de provar o contraditório'', concluiu o prefeito.


