Grevistas ameaçam parar fiscalizações no porto
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de maio de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores em greve do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Paraná podem paralisar todos os serviços de fiscalização de produtos florestais exportados pelo Porto de Paranaguá. Sem a liberação do Ibama, os produtos ficariam impedidos de deixar o país, trazendo prejuízos aos exportadores. Os grevistas também mantém paralisados todos os processos de pedidos de certificação ambiental de empresas que pretendem participar de licitações.
Segundo o analista ambiental Wagner Cardoso, integrante do comando de greve no Paraná, os servidores mantém a fiscalização no porto com apenas 50% da capacidade. ''Mas isso pode ser revisto a qualquer momento e o serviço ser prejudicado'', afirmou. A decisão de parar as fiscalizações pode ser tomada nas assembléias semanais quem vêm sendo feitas pelos servidores. A medida, no entanto, esbarra em decisão judicial do último dia 14, que determinou que os funcionários mantenham justamente pelo menos 50% do pessoal trabalhando.
Segundo Cardoso, outro serviço que pode causar prejuízos a empresas paranaenses é a liberação de certificações ambientais exigidas para participação em licitações. ''Os processos continuam parados e somente estão sendo liberados os essenciais ou os julgados emergenciais.'' Cerca de 200 processos de regularização de propriedades rurais do Estado também estão paralisados.
Os funcionários do Ibama protestam contra a Medida Provisória 366, que cria o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e divide o instituto em dois órgãos distintos. Eles alegam não terem sido ouvidos pelo governo na elaboração da proposta e afirmam que a divisão pode trazer prejuízos para a gestão ambiental brasileira.


