A greve dos servidores da prefeitura de Maringá já comprometeu o calendário escolar dos 24 mil alunos da rede municipal de ensino composta por 50 Centros de Educação Infantil (CMEI) e 36 escolas. De acordo com a secretária municipal de Educação, Norma Deffune Leandro, as férias de julho serão reduzidas para reposição das aulas.
''Nós vamos repor todas as aulas e cumprir os 200 dias de atividades'', garantiu. ''A proposta inicial é trabalhar em julho e ir eliminando feriados e finais de semana no segundo semestre. Se (a greve) demorar mais, o término do ano letivo também poderá ser adiado.'' Norma Deffune informou que aproximadamente 40% dos 1.500 professores da rede aderiram à paralisação iniciada no último dia 5.
Outro setor fortemente atingido pela paralisação é o trânsito apenas 3 dos 30 agentes de fiscalização estão trabalhando.
A coleta de lixo foi reduzida em 70%. O secretário de Serviços Públicos, Diniz Afonso, estima que 5 mil toneladas de lixo estão nas calçadas à espera de recolhimento. ''A Justiça determinou a retomada da coleta, mas hoje (ontem) pela manhã os grevistas impediram que os caminhões saíssem do pátio, mesmo na presença de 40 policiais militares'', afirmou. Para Diniz Afonso, os grevistas ''estão radicalizando''.
O servidor Paulo Vidigal, membro do Comando de Greve, afirmou que os servidores não foram intimados da decisão judicial sobre o lixo. Vidigal criticou a iniciativa da prefeitura de anunciar publicamente a possibilidade de terceirizar a coleta de lixo. A atitude foi encarada como retaliação ao movimento.
Os servidores de Maringá reivindicam reajuste salarial de 16,67%, índice aplicado ao salário mínimo, mas a prefeitura aceita repor apenas a inflação registrada em 2005, de 4,53%.

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