Imagem ilustrativa da imagem Greve persiste no Paraná, mas caminhões com combustíveis começam a ser liberados
| Foto: Gustavo Carneiro/Folha de Londrina



A greve dos caminhoneiros deve continuar no Paraná, por tempo indeterminado. Entretanto, caminhões carregando combustíveis e derivados, além daqueles com carga considerada prioritária, já começam a ser liberados. O acordo foi costurado entre representantes da categoria, membros do setor produtivo e a governadora Cida Borghetti (PP). O anúncio foi feito na tarde dessa segunda-feira (28), no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual.

A previsão da Defesa Civil é de que em dois dias o abastecimento nos postos de todo o Estado praticamente volte ao normal. Apesar do avanço nas negociações, os motoristas dizem ainda não se sentirem contemplados com as propostas do presidente Michel Temer (PMDB-SP). "A paralisação vai continuar, mas de forma mais ordeira", resumiu o secretário-geral da Fenacam (Federação Nacional dos caminhoneiros Autônomos), Plínio Dias, que é também presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores de São José dos Pinhais).

Segundo ele, o apoio em massa da população levou a categoria a incluir na pauta a redução nos preços da gasolina e do álcool; não só do diesel. Dias também falou que a fixação do preço mínimo de frete, anunciada por Temer, não agrada. "Temos muitos caminhões que fazem trajetos pequenos. Da forma que foi colocada, por quilômetro rodado, não adianta. Tem que ser uma tabela coerente, que atinja os caminhões de curta, média e longas distâncias. Aí sim dá pra gente sentar, conversar e achar uma solução", completou.

"O diálogo no Paraná está prevalecendo. Isso faz com que população se sinta atendida e segura", afirmou Cida. O abastecimento de hortifrutis e supermercados em geral segue comprometido. Há, contudo, exceções. "Estabelecemos uma pauta de prioridade até que a normalidade possa chegar. E temos o adesivo da Defesa Civil para priorizar caminhões com cargas vivas, fármacos, remédios para as farmácias, hospitais, gás, leite e alimentos perecíveis para merenda escolar e viaturas essenciais para segurança pública", exemplificou.

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