Curitiba - O presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), Ney José de Freitas, baixou ontem uma portaria suspendendo os prazos para os processos. A suspensão é válida a partir de 12 de maio. Ainda na Portaria 7/2010, ele determina a manutenção de um mínimo de 30% do contingente nas Varas do Trabalho atingidas pela greve dos servidores que começou na última quarta-feira. As audiências também devem ser realizadas normalmente.
De acordo com informações do TRT-PR, a suspensão dos prazos foi adotada para que não ocorram prejuízos aos processos. A coordenadora do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra), Carla Rovel, disse que a categoria pretende respeitar o percentual de 30%. Segundo ela, as sete varas de Londrina e quase todas as 23 de Curitiba estão com atendimento de forma precária. Os 2.300 servidores da Justiça do Trabalho no Paraná ainda não tinham até ontem nenhuma audiência marcada para discutir os rumos do movimento. As principais reivindicações são a revogação do Projeto de Lei 549/2009 que prevê o congelamento salarial e a aprovação do PL 6.613/2009 que traria a revisão salarial da categoria.
As próximas categorias a entrar em greve podem ser os servidores das Justiças Federal e Eleitoral que atingem 1.700 pessoas no Estado. O Sindicato dos Servidores da Justiça Federal e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (Sinjuspar) vai iniciar assembleias regionais em Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu para discutir o assunto. A decisão pela greve deve ser tomada em Curitiba em uma assembleia marcada para o dia 26. ''Precisamos de um maior número de pessoas da categoria aderindo. Sempre que começamos pelo interior do Estado, a paralisação foi bem sucedida'', disse o presidente do sindicato, Jair Nascimento. A mais longa aconteceu em 2002 e durou um mês.

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