Mais um setor da Prefeitura de Londrina foi descentralizado temporariamente em função da greve dos servidores, que chega já ao 99º dia. A partir de hoje, funcionários da Secretaria Municipal de Fazenda passam a operar no prédio do call center Ask, no Parque Alvorada (Zona Oeste), no posto de atendimento improvisado para atender contribuintes que queiram renegociar impostos atrasados.
O posto vai operar de segunda a sexta-feira das 8h30 às 17h30, com plantões aos sábados e no feriado de amanhã até as 13 horas. O serviço é prestado no prédio da antiga Lojas Brasileiras, nos fundos do estacionamento do shopping Com-Tour. Além da negociação dos débitos de IPTU e ISS deste e de anos anteriores, o munícipe ainda terá no posto emissão de guias.
De acordo com o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, a medida não vai afetar o atraso do 13º salário, previsto para ser pago só em fevereiro ou março do ano que vem, com as primeiras arrecadações do IPTU 2007. Segundo o secretário, caso a iniciativa gere pelo menos R$ 2,5 milhões aos cofres, ela possibilitará ''pelo menos os pagamentos de novembro e dezembro sem atraso. Para o 13º, com todo os encargos, precisaríamos de R$ 15 milhões'', descartou.
Questionado sobre o motivo de só agora - às vésperas de a greve completar 100 dias - o Executivo incrementar a arrecadação dos tributos atrasados, Sella argumentou que faltavam funcionários para isso. Além disso, garantiu, ''isso vinha sendo estudado há pelo menos um mês''.
Independente de o prédio da Prefeitura ser reaberto, contudo, o secretário de Fazenda explicou que descentralizar o serviço de negociação de tributos, sem terceirizações, é meta para o próximo ano. ''Essa pode ser uma experiência da descentralização - estudamos algo para a linha de call center, pois o contribuinte não teria mais os custos de locomoção'', definiu.
Pelos números da Secretaria, Londrina tem atualmente para receber de impostos atrasados aproximadamente R$ 150 milhões, a maior arte de IPTU. Desse valor, afirmou Sella, ''são 'recebíveis' de R$ 80 milhões a R$ 90 milhões''. Para evitar a execução judicial, o contribuinte tem no máximo duas oportunidades de negociar o débito - na terceira, o devedor passa a ser cobrado judicialmente.

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