O vice-líder do PT na Câmara, deputado federal Paulo Bernardo (PT-PR), disse em Londrina que não acredita que os juízes estaduais paralisem as atividades entre os dias 5 e 12 de agosto em protesto ao subteto salarial de 75% para a classe, estabelecido na proposta de reforma da Previdência do governo federal. ''Isto é um erro grave das entidades dos magistrados'', afirmou. Mas se caso a categoria entrar em greve, reconheceu Bernardo, ''será um desgaste político tremendo''.
Para o deputado, os magistrados vão preferir suspender o movimento, participar da negociação e acompanhar a tramitação no Congresso. Ele disse que as discussões sobre a reforma da Previdência estão em sua fase final. Restam, de acordo com Bernardo, apenas três pontos para serem resolvidos: além do subteto do Poder Judiciário nos Estados, a regra de transição para as aposentadorias e as pensões.
Para o deputado, o principal ponto polêmico trata do subteto para o Poder Jucidiário nos Estados, estipulado pela proposta da governo em R$ 12.900,00 ou seja 75% do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e a categoria quer o aumento para R$ 15.600,00 ou seja 90,25% do salário do ministro do STF. ''Prevejo que isto será negociado e acertado somente na votação da reforma'', calculou.
Já a regra de transição para o aumento de mais sete anos na aposentadoria, reivindicada pelos servidores públicos, tem a simpatia de 36 deputados do PT do setor governista. ''Ainda não houve acordo, mas devemos chegar a um denominador comum''.

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