Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a montar, ontem, uma operação de emergência para evitar a greve nacional dos carteiros agendada para ter início hoje cause qualquer transtorno à realização das eleições no próximo mês. O problema poderia ocorrer na distribuição das mais de 300 mil urnas eletrônicas para todas as zonas eleitorais do País. Tradicionalmente, esse trabalho é feito pelos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
O presidente do TSE, Nelson Jobim, garantiu que não há hipótese de a eleição ser adiada por causa da greve. ''Temos uma fórmula B'', disse o ministro, sem detalhar a fórmula. Responsável por arquitetar a operação alternativa, o diretor-geral do TSE, Miguel Campos, informou que se a greve prossegur até o próximo dia 12 essa solução emergencial será implementada.
A operação envolveria a Polícia Rodoviária, Polícia Militar e Forças Armadas. Além disso, o transporte das urnas poderia ser feito em veículos alugados ou da frota da Justiça Eleitoral. O presidente da ECT, Humberto Mota, pediu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) medida legal que evite a paralisação.

mockup