Ribeirão Preto - A direção do Fórum de Ribeirão Preto prevê um atraso de até meio ano para a normalização do andamento dos processos que já estavam com as audiências marcadas antes de iniciar a greve dos servidores do Judiciário Paulista, em junho deste ano. Na assembléia estadual realizada ontem em São Paulo, cerca de 70% dos grevistas votaram pela continuidade da greve e rejeitaram a proposta do Tribunal de Justiça de 14% de reposição salarial e o pagamento dos dias de greve.
Os grevistas reivindicam 26% de reajuste salarial. Segundo a diretora do Fórum, Luci Helena Baltazar Duarte, as audiências só poderão ser remarcadas para serem realizadas dentro de um prazo de cerca de seis meses, devido ao acúmulo de processos. Além de atrasar as ações que já estavam em andamento, a greve vai retardar aquelas que ainda serão protocoladas.
Mas o atraso não é o único problema a ser enfrentado pelo Judiciário. Quando a greve terminar e os servidores voltarem ao trabalho, Duarte ainda estima que haverá um tumulto de aproximadamente 30 dias para organizar a documentação do
Fórum.

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