O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, afirmou ontem que a paralisação dos professores e servidores da instituição, em adesão ao movimento do funcionalismo público estadual, não deverá prejudicar o trabalho de investigação das nove comissões processantes. Criadas no início do mês, as comissões estão apurando denúncias de irregularidades na administração do ex-reitor Jackson Proença Testa.

''Eu acredito que no momento as comissões estão trabalhando com toda liberdade. Na verdade alguns serviços essenciais não podem parar e consideramos que as comissões estão fazendo um trabalho para a comunidade e o comando de greve aceitou'', relatou Gordan.

Mas o reitor não descartou a possibilidade de as comissões serem paralisadas. ''Se a greve ficar mais intensa pode ser que sim. Mas se houver interrupção, o prazo pode ser prorrogado'', observou. ''Não seria aconselhável, mas se não tiverem condições de continuar, vamos solicitar o trancamento e depois reabrir.'' O prazo inicial para a entrega do relatório das investigações termina no dia 3 de outubro.

O servidores estão reivindicando 50,3% de reposição salarial. Hoje, Gordan deverá se reunir, em Curitiba, com os secretários de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado, Ramiro Wahrhaftig, e de Administração, Ricard Smijtink. Ele vai entregar uma carta pedindo diálogo entre os grevistas e o governo. ''A gente precisa conversar. Não é só fechar as portas. Tem que explicar as razões do porque pode ou não dar o aumento.'' (C.O.) (Lei mais sobre a greve na página 3 do Folha Cidades)

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