Greve de 24h da PF afeta serviços
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Folhapress 
Brasília - Cerca de 3.700 servidores administrativos da Polícia Federal fizeram ontem paralisação em todo o país para cobrar do governo o envio ao Congresso de um projeto de lei que reestrutura a carreira. Já os policiais abandonaram uma reunião no Ministério do Planejamento depois de, em suas palavras, um ''chá de cadeira de duas horas''.
Com a mobilização dos administrativos, que durou 24 horas, foram afetados serviços como emissão de passaportes, prorrogação de vistos, porte e registro de armas e encaminhamento de processos ao Judiciário em todos os Estados.
Os servidores ameaçam entrar em greve geral por tempo indeterminado no dia 18. A estratégia é pressionar o governo a acelerar a apreciação do projeto antes do Pan do Rio, em julho.
A base do salário de um servidor administrativo é R$ 1.500.
As negociações com os policiais ficaram complicadas depois que não aconteceu ontem a reunião, na qual eles esperavam receber uma contraproposta para sua reivindicação, de 30% de reajuste salarial médio.
Por meio de sua assessoria, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou que ficou ''surpreso'' com a atitude dos policiais. ''Negociação é um processo difícil, às vezes atrasa. Tínhamos uma proposta.'' Questionado, ele disse que ''ficaria deselegante apresentá-la pela imprensa''.
Hoje, em Brasília, acontece a primeira assembléia sindical de policiais após a reunião frustrada.


