Os servidores técnico-administrativos da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) decidiram entrar em greve a partir de segunda-feira. A decisão foi aprovada por unanimidade em assembléia, no início da tarde de ontem. No total, são 124 funcionários em todo o Estado. Os servidores reivindicam 75,48% de reajuste salarial, mas o governo ofereceu apenas 3,5% a partir do ano que vem.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores da Previdência e Saúde (Sindiprevs), Jaqueline Mendes de Gusmão, podem ficar prejudicados os setores de emissão de Carteira de Trabalho e seguro-desemprego. O Sindiprevs representa os funcionários do Ministério do Trabalho. Também decidiram entrar em greve ontem os funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de Paranaguá. Já estão parados os servidores de Londrina e Maringá.

No Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comando de greve estima que 98% dos 98 funcionários da capital estão parados, incluindo os cargos de chefia. No interior do Estado, a greve é parcial em 25 agências e total em oito. ''As pesquisas mais importantes, como a que define o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (...) estão paradas'', disse Luiz Almeida, do comando de greve.

A greve também já atinge 36 dos 40 postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) existentes no Paraná. Ontem à noite, os sindicatos representantes das categorias do funcionalismo público federal em greve fizeram uma reunião na Central Única dos Trabalhadores (CUT) para discutir o cronograma de atividades para a próxima semana.

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