Enquanto não convencem a CEI do Seguro da autoria das dívidas com seguradoras, os dirigentes do Grêmio dos Operários da Prefeitura tentam obter na Justiça o repasse do dinheiro descontado na folha de pagamento dos servidores municipais. A mensalidade de aproximadamente R$ 48 mil foi suspensa há dois meses, o que motivou o mandado de segurança distribuído anteontem à 2 Vara Cível da cidade.
Segundo o advogado do Grêmio, Adílson Vendrame, essa foi a única forma que a entidade encontrou para reaver a verba destinada à apólice de seguro coletiva com a Real Seguradora. Além do mais, destacou, é desse repasse que vêm os 10% de pró-labore que o Grêmio usa para o pagamento de contas de água e luz.
O controlador-geral da Prefeitura, Sinival Osório Pitaguari, afirmou que a suspensão não afeta, por ora, a cobertura aos segurados. De acordo com ele, há o prazo de cinco dias a contar de terça passada para que vença a carência de dois meses de atraso. Se há uma solução em vista? Pelo menos do Executivo, parece que não. ''Vai depender de autorização e de um posicionamento da CEI, que também pediu a suspensão do repasse, ou de determinação da Justiça. Se isso acontecer, vamos cumprir a decisão'', garantiu. Sobre a falta do pró-labore (acumulado já em quase R$ 10 mil), Pitaguari argumentou que o repasse das mensalidades dos quase 500 associados (R$ 20 mensais cada) ''está normal''. ''Não teria como ajudar mais: a Prefeitura já os ajuda bastante cedendo o prédio da entidade'', avaliou. (J.G.)

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