Sandra Sato
Agência Estado
De Brasília
O secretário de Estado dos Direitos Humanos, José Gregori, confirmou ontem o que anunciou no dia anterior o senador Antonio Carlos Magalhães. Gregori disse que a equipe econômica do governo FHC está estudando um conjunto de medidas compensatórias que possam evitar aumentos de preços dos combustíveis por um ano, independentemente de novas altas do produto no mercado internacional. Ele não soube informar quais seriam essas medidas, mas garante que não haverá tabelamentos.
O governo está preocupado porque os combustíveis alimentam a inflação. ‘‘É desejo do governo que esse sopro inflacionário não devolva a peste bubônica da inflação’’, diz o secretário, lembrando que a gasolina ficou 20 meses sem aumento no País.
Gregori está convencido de que o governo, gradativamente recuperará a popularidade arranhada por causa da mudança no câmbio, através de um programa de ações sociais. ‘‘De repente, o governo mexeu no que era supostamente o alcierce da estabilidade, todos ficaram contra’’, explicou, ressaltando que essa estratégia não trouxe os ‘‘inconvenientes’’ esperados. Ele diz que popularidade não é condição necessária para se governar, mas é ‘‘uma parte agradável’’.
Por isso, para melhorar a imagem, a partir desse segundo semestre, serão adotadas medidas como o cumprimento das metas da reforma agrária, atingir R$ 100 bilhões nas exportações e ampliar a produção de grãos dos atuais 83 milhões de toneladas para 100 milhões de toneladas.

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