O ministro da Justiça, José Gregori, disse, ontem, que a demissão dos ministros indicados pelo PFL - Waldeck Ornélas (Previdência) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) – unirá mais a base governista. ‘‘O presidente, ao demonstrar mais pulso, tornou o governo mais unido’’, afirmou Gregori.
Para ele, essa ‘‘estreita unidade’’ será fundamental para que FHC possa terminar as obras previstas nos próximos dois anos de mandato. ‘‘A atitude de ACM tornou mais unida e responsável a base de sustentação do governo’’, disse Gregori, referindo-se às supostas denúncias feitas pelo senador ACM ao Ministério Público (MP).
Para Gregori, ACM surpreendeu o País ao iniciar uma ‘‘escalada de ações, sempre com a preocupação de atingir o governo, direta ou indiretamente, e sem dar mostras que teria paradeiro’’. Segundo o ministro, o senador pefelista deu a entender que está ressentido pelas derrotas no Senado e na Câmara.
Gregori reafirmou que pediu ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que obtenha e preserve a fita com a conversa entre ACM e os procuradores da República, mas que a decisão de ouvir o senador cabe à Polícia Federal. Ele esteve em São Paulo participando de ato simbólico de desativação da carceragem do 30º DP, no Tatuapé.

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