Gregori diz que não ''seria justo'' aplicar pena máxima a tucano
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terça-feira, 24 de abril de 2001
Rodrigo Morais Agência EstadoDo Rio de Janeiro 
O ministro da Justiça, José Gregori, rejeitou ontem a idéia de cassar o senador Arruda. O caso não deixará de ter consequências, mas não acho que seja justo aplicar a punição máxima, declarou, referindo-se à abertura de um processo que poderia resultar na perda do mandato do tucano. Apesar da defesa de Arruda, o ministro qualificou o comportamento de Arruda como censurável no plano moral, não-edificante e considerou sua punição inevitável.
Para Gregori, que é filiado ao PSDB, Arruda não cometeu qualquer crime, mas uma falta moral dupla. Em primeiro lugar, por ter bisbilhotado o voto secreto de seus colegas. Segundo, por ter faltado com a verdade perante o Senado. Isso caracteriza não um crime, mas uma falta moral grave, afirmou. O ministro esteve no Rio participando de uma solenidade na Associação Comercial.
O pronunciamento de Arruda, na segunda-feira, no Congresso é visto por Gregori como um fator atenuante. Ele acredita que a Casa deve levar em consideração a confissão e o pedido de desculpas do parlamentar na hora de julgá-lo. É sabido que a confissão, a não-insistência na ocultação da verdade traz consequências benéficas para quem comete um crime, afirmou. Mais ainda quando se trata de uma falha ética.
Perguntado sobre a situação do ex-presidente do Senado Antônio Carlos Magalhães, Gregori disse que isso dependerá do pronunciamento do líder baiano, o que deve acontecer ainda esta semana. Depende de qual será o comportamento dele quando tiver a oportunidade de se explicar.
Gregori espera que o Senado dê, o mais rápido possível, um fim à crise política. O Senado deve resolver esse problema ontem. Não há mais razão para postergação. As coisas já estão claras. Isso está trazendo consequências para o Brasil e desgaste para o Senado.


