O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PFL) monta quarta-feira, em Coronel Vivida, no Sudoeste do Estado, seu primeiro palanque como pré-candidato ao Senado. Em viagem à Itália durante 20 dias, o ex-chefe da Casa Civil do governo Jaime Lerner (PFL) retornou com as baterias recarregadas e já montou seu QG de campanha na Fundação Farol do Saber, seu escritório político, em Curitiba.
Greca (foto) será lançado pré-candidato pelo grupo político do prefeito de Pato Branco, o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra (PFL). Ele entende, porém, que a definição da chapa majoritária que concorrerá em 98 só será fechada em junho, durante o período das convenções. ‘‘Vou nascer de parto normal, com todas as dores como sempre’’, compara o ex-prefeito, que não acredita na antecipação das costuras.
Os eleitores sentirão uma sutil mudança de discurso, garante o ex-prefeito de Curitiba. ‘‘O meu discurso ficará menos oficial, agora que estou desobrigado a falar pelo governo’’, diz o ex-secretário. Greca, no entanto, faz questão de perfilar como um dos aliados mais íntimos de Lerner no processo sucessório. Ele promete ainda ser mais contido nas críticas aos adversários internos: a vice-governadora Emília Belinati (PTB) e o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (PFL). ‘‘Não vou mais falar deles. Eles têm o mesmo direito de pleitear a vaga’’, observou.
Greca afirma que Coronel Vivida é apenas a primeira cidade que pretende percorrer. ‘‘Vou para o interior, comer churrasco para rebater o espaguete que ingeri durante estes dias’’, brinca o pré-candidato. A romaria pelo interior tem suas razões. O staff de Greca sabe das suas limitações. Apesar de ter ocupado durante meses a chefia da Casa Civil, a base eleitoral do ex-prefeito continua concentrada na capital do Estado. ‘‘Quero o mínimo de gabinetes e o máximo de visitas’’, reforça.
O mote da campanha de Rafael Greca para conquistar a indicação dos convencionais do PFL é que a sua pré-candidatura representa uma ‘‘alternativa’’ aos senadores que permanecerão por mais quatro anos (leia-se Roberto Requião e Osmar Dias). ‘‘Não serei o senador do contra’’, assinala o ex-prefeito de Curitiba, numa referência à briga em torno do bloqueio dos empréstimos externos do Paraná, que se arrastou por mais de um ano e teve os senadores e o governo estadual como protagonistas. (L.D.)

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