O ex-ministro Rafael Greca (PFL) vai se licenciar da Câmara dos Deputados para ajudar na campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) à reeleição. A decisão foi tomada ontem depois de uma conversa entre Greca, Taniguchi e o governador Jaime Lerner (PFL). Greca vai assumir o planejamento estratégico da campanha pelo segundo turno. No lugar do deputado, fica interinamente em Brasília o primeiro suplente do PFL, Ivânio Guerra.
‘‘Não posso dizer não à minha cidade’’, justificou Greca. O ex-ministro estava cotado para assumir a Secretaria de Transportes, no lugar de Heinz Herwig, que foi para o comando geral de campanha e depois assume a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas (TC).
Os aliados de Lerner chegaram à conclusão de que Greca, neste momento, é mais útil na busca de votos. Nos bastidores corre a versão de que Greca também não se sentiu atraído pela oferta de ir para a secretaria.
A missão de Greca será forçar o PT a assumir um discurso mais radical, o que na análise do PFL conta pontos em favor de Cassio. Na campanha do primeiro turno, o candidato Ângelo Vanhoni (PT) adotou uma fala mansa sem radicalismos. ‘‘Sabemos o que está por trás deste discurso light do PT amarelo, rosado’’, provocou. Greca disse que o momento é para discutir a cidade e que é neste debate que ele pretende contribuir.
O novo colaborador da campanha de Cassio já está com o discurso pronto. Greca acusou os senadores do Paraná Roberto Requião (PMDB), Alvaro Dias (PSDB) e Osmar Dias (PSDB) de manipularem o processo eleitoral na capital. ‘‘Por que estão apoiando somente agora o PT?’’, questionou os ex-ministro do Esporte e Turismo. ‘‘Eles, depois que seus ventríloquos perderam, estão jogando os dados em cima de Curitiba’’, disparou.
Greca admite que não será fácil derrotar o PT no segundo turno. ‘‘Mas eu não tenho medo do desafio’’, declarou. ‘‘A história colocou na nossa frente todos os nossos adversários de uma só vez. Vamos vencê-los um a um’’, garantiu.