Curitiba - O pré-candidato do PFL ao governo do Estado, o deputado federal Rafael Greca, quer impedir o apoio da executiva estadual do partido à chapa encabeçada pelo vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Ele quer que o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, intervenha no diretório estadual e barre a reunião da próxima segunda-feira, quando os membros da executiva pefelista pretendem dizer se aceitam ou não ficar com a vice de Beto e uma das duas vagas ao Senado.
O plano de Greca encontrou aliados: os deputados federais Abelardo Lupion e Joaquim dos Santos Filho, que defendem o lançamento de candidatura própria no Paraná. Por isso, querem adiar a decisão de segunda-feira para a convenção estadual, em junho, quando os delegados definem o rumo do PFL nas eleições.
Os parlamentares que resistem ao acordo com o PSDB, caso não consigam sensibilizar o presidente do diretório regional, João Elísio Ferraz de Campos, pró-tucano, ameaçam entrar com um recurso alegando que ‘‘qualquer decisão da executiva estadual (que conta com 15 membros) pode ser revista pelo diretório estadual (que tem 64)’’.
‘‘A opinião de uma minoria que faz parte da executiva não é a opinião do conjunto do PFL. Meia dúzia quer decidir em quem 6 milhões terão de votar’’, protestou Greca, que conta apenas com três dos 15 votos possíveis na executiva.
Questionado pela Folha, o governador Jaime Lerner disse que não quer falar sobre o impasse criado por Greca e pela cúpula do PFL. ‘‘Não adianta querer ser candidato. Tem que ter apoio dos partidos de base (no caso o PFL, PSDB, PPB, PSL e PTB) e ter densidade eleitoral.’’ Esta não é a primeira vez que Lerner manifesta apoio ao PSDB de Beto Richa.(Com Luciana Pombo)

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