Greca registra candidatura e racha o PFL
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado federal Rafael Greca cumpriu o prometido e registrou na tarde de ontem sua pré-candidatura ao governo do Paraná junto ao diretório estadual do PFL, com sede em Curitiba. Agora, só a convenção, marcada para este sábado, tem o poder de vetar o nome de Greca à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL).
Greca entregou sua candidatura, em duas vias, ao secretário-executivo do PFL estadual, Alfredo Bufren, cumprindo a exigência de cinco assinaturas de apoio de membros regionais do partido. Subscreveram a pré-candidatura do deputado sua mulher, Margarita Sansone; o ex-governador Emílio Gomes; a ex-secretária de Educação da Prefeitura de Curitiba Liete Blume; Marcelo Puppi e Estefano Ulandowski.
O deputado frisou o caráter histórico do apoio de Emílio Gomes, que manteve a nomeação de Jaime Lerner (PFL) como prefeito de Curitiba, durante a ditadura militar. Meu nome está devidamente registrado pelo partido, nos termos do artigo 27 do estatuto.
Ele não indicou nenhuma aliança. Disse que isso será feito durante e depois da convenção.
O deputado vai submeter seu nome à convenção sem o apoio de Jaime Lerner e do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), com quem tem divergências pessoais.
Greca conseguiu o respaldo do presidente nacional do partido, senador licenciado Jorge Bornhausen, para seu projeto político. O PFL emitiu, no último dia 6, resolução priorizando candidatura própria nos estados, mas liberando a sigla para coligações. Ele (Bornhausen) me estimula a concorrer a cargo majoritário, como fazem os líderes. Não existe líder moedor de carne, os destruidores não são líderes, disparou Greca, deixando transparecer um recado para a direção estadual do PFL. O presidente regional, João Elísio Ferraz de Campos, trabalha pela composição de coligação com o PSDB.
Se perder a convenção, Greca afirmou que só vai pensar no que fazer depois de amanhã .


