Paulo Pegoraro
De Cascavel
O ministro do Esporte e Turismo Rafael Greca criticou, em Cascavel, o ‘‘mau humor’’ que está se espalhando pelo País, em decorrência dos problemas sociais e econômicos. Segundo o ministro, esta análise leva ao entendimento de que ‘‘tudo vai mal e o Brasil não tem jeito’’. Greca esteve na cidade anteontem à noite para proferir a aula inaugural dos cursos de Pedagogia e Educação Física da Fundação Assis Gurgacz (FAG), recém-implantada em Cascavel.
O ministro fez as declarações durante a aula. Segundo ele, o mau humor é visto principalmente em Brasília, mas no interior, ao contrário, brota o otimismo ‘‘de que podemos ser maiores que as dificuldades.’’ De acordo com Greca, o País ‘‘não cabe na medida da mediocridade dos preconceitos dos que são contra eles e que só vêem defeitos’’.
Para ele, 50% dos males que se atribuem ao Brasil são consequência de nossa má formação institucional. Acrescentou que os jovens da platéia – acadêmicos dos cursos da faculdade – não expressavam ‘‘mau humor’’ na face. Em entrevista, o ministro falou um pouco sobre si e lembrou ser filho de um calabrês que veio assentar pedras na Estrada da Graciosa. ‘‘Nunca houve um paranaense tão motivado como este no cenário nacional’’, afirmou Greca.
Sobre as críticas que tem recebido sobre as celebrações dos 500 anos do Brasil e sobre sua atuação na área esportiva, ele disse que não lhe fazem mal. Sobre o fato de ter encomendado música alusiva aos 500 anos à dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, afirmou que ‘‘a festa há de ser de todos, dos que curtem dedilhar um violão, ou dos que apreciam um Villa-Lobos’’. Por isso, revelou que vai pedir músicas também ‘‘ao Wagner Tiso, ao Caetano Veloso’’, e outros compositores.

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