Greca promete apimentar e Ficinski mantém cautela
O deputado federal Rafael Greca, que postula o direito de ser o nome do PFL ao governo apesar da aliança com PSDB, diz que não contratou agência para a campanha, e que por enquanto faz questão de desenvolver suas próprias idéias, com a ajuda da mulher, a jornalista Margarita Sansone. Foi ela quem idealizou o slogan do pré-candidato: Rafael Greca, tudo limpo.
O deputado conta com o apoio de uma equipe de quatro assessores mais próximos, mas avalia que ainda é cedo para desenvolver suas propostas. É difícil fechar as propostas antes de percorrer dois terços do Paraná. No que depender do discurso, Greca promete apimentar. Detesto os transgressores da lei, não quero conhecer o mal. E detesto meia dúzia de pessoas querendo decidir em quem o paranaense pode votar. Querem me impedir de ser candidato.
Greca diz estar preparado para o ataque de adversários. Que venha a guerra com todos os seus horrores. Se vierem de bingo e caravela (a Nau Capitânia, que chegou atrasada nas comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil), vão cair do cavalo, avisa. Ele tem no currículo a Prefeitura de Curitiba, a chefia da Casa Civil de Lerner, além de ter ocupado o Ministério do Esporte e Turismo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Em vista do atual cenário político no Estado, o ex-secretário do Desenvolvimento Urbano do Paraná Lubomir Ficinski, outro pefelista que postula candidatura ao governo, está cauteloso. Ele diz que só vai montar uma equipe de marketing depois das convenções, quando forem definidos os nomes que disputarão o governo.
Estou percorrendo o Estado com meus amigos. Tenho conversado com os delegados do partido, relata. Ele já esteve nas regiões Norte, Nordeste e Centro. O pré-candidato afirma que, por enquanto, não está colhendo as reivindicações do povo para embasar propostas, mas adianta que reclamações sobre a má conservação das estradas são frequentes.
O ex-secretário admite ser vice na chapa encabeçada pelos tucanos. Não serei obstáculo a qualquer composição pilotada pelo governador, repetiu. Ficinski trabalha há 30 anos com as prefeituras. Graças a isso, tem apoio de prefeitos (só os prefeitos do PFL são responsáveis por cerca de 1,8 milhão de votos).





