Greca negocia com o PMDB e depende do aval da cúpula
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quinta-feira, 12 de junho de 2003
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente estadual do PMDB, deputado federal Gustavo Fruet, desembarcou ontem em Curitiba com uma questão delicada para resolver. À tarde, o deputado estadual Rafael Greca anunciou que vai assinar ficha no PMDB do governador Roberto Requião na próxima segunda-feira.
Greca, que já foi aliado político do ex-governador Jaime Lerner (PFL) e do prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL), disse que sua entrada no partido já teria o aval de Fruet. Mas no início da noite, minutos antes de deixar Brasília, o presidente do PMDB disse à Folha, por telefone, que antes de a entrada de Greca ser confirmada ele vai conversar com a executiva nacional e com a bancada estadual. Segundo Fruet, não há nada acertado.
''Sei que ele está conversando com deputados do PMDB, para saber se há vetos, mas primeiro temos que ouvir a executiva e os deputados'', disse Fruet. Segundo ele, Requião garantiu não ter convidado Greca. Greca justificou sua decisão alegando que a mudança partidária ''é uma forma de pedir desculpas ao povo de Curitiba por ter eleito o Cassio Taniguchi''. Cassio, do PFL, foi o sucessor de Greca na Prefeitura de Curitiba. Agora, Greca se mostra disposto a voltar à prefeitura, cargo também cobiçado por Gustavo Fruet.
Greca deixou o PFL, partido ao qual estava filiado desde 1997, há cerca de um mês. A despedida foi amarga. Em uma carta de duas páginas endereçada ao presidente nacional da sigla, Jorge Bornhausen, a aos dirigentes do partido no Paraná, o deputado explicou que não quis ficar na legenda porque foi preterido duas vezes nas eleições majoritárias. A primeira foi em 1998, e a segunda foi no ano passado, quando o comando do PFL não deixou Greca sair candidato a governador, preferindo apoiar Beto Richa (PSDB).
Apesar de colecionar rusgas políticas com o atual governador, Greca diz que vai entrar no PMDB com ''serenidade''.


