Curitiba - O diretor-presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Rafael Greca de Macedo, negou ontem que qualquer dos funcionários da instituição receba mais do que R$ 13 mil para desempenhar suas funções. Ele mesmo teria este salário para administrar a Cohapar. ''A Cohapar não examina mudança de salários desde o dia 22 de novembro de 1992. Não faria isso agora, no início da minha administração'', disse Greca, em entrevista à Folha.
Esta semana, o deputado estadual Jocelito Canto (PTB), que fez campanha pela reeleição do governador Roberto Requião (PMDB), fez um requerimento com um pedido de informações sobre os salários da diretoria da Cohapar. Ele teria recebido denúncia de que os diretores receberiam supersalários. Greca, por exemplo, receberia R$ 31 mil. ''Houve uma inversão proposital dos números. Pode ter sido causada pelo nervosismo do deputado ao formular o requerimento ou por miopia senil. Ou então por má fé'', disparou.
Antes da aprovação do requerimento, o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na Assembléia Legislativa, tentou evitar a votação mostrando o holerite que comprovaria que ele - como ex-presidente da Cohapar - receberia um salário bruto de R$ 17,9 mil, abaixo dos R$ 31 mil sugeridos por Canto, mas acima do teto sugerido por Greca.

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