Curitiba - O deputado federal Rafael Greca, que não desiste de concorrer ao governo do Paraná pelo PFL, exigiu ontem um detalhamento de como será a convenção do partido, marcada, a princípio, para o dia 15 deste mês. Greca, que está sendo orientado pelos advogados do PFL nacional, não quer deixar brechas para um possível boicote à sua candidatura. Boa parte da sigla apóia o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB).
Após comunicar à direção nacional da resistência interna a seu projeto político, Greca pediu novamente, na reunião da executiva de ontem, os moldes da convenção ao presidente estadual da sigla, João Elísio Ferraz de Campos.
De acordo com Greca, João Elísio não forneceu os dados que solicitou da primeira vez. Ontem, Greca foi mais incisivo e deu um ultimato de 48 horas para o fornecimento das informações. A Folha tentou contato com João Elísio, para saber dele se vai ou não disponibilizar as informações, mas não obteve retorno do dirigente pefelista.
Greca quer trazer para a convenção observadores da executiva nacional. Numa nova reunião da executiva nacional, hoje, em Brasília, Greca vai reivindicar a presença de pefelistas nacionais para fiscalizar a lisura das deliberações regionais. ‘‘Não queremos comer um prato feito’’, reclamou o deputado.
O deputado estadual Élio Rusch (PFL), declaradamente favorável ao acerto com os tucanos, disse que Greca deveria apresentar outra proposta de coligação, já que não quer compor com o PSDB. Greca rebateu dizendo que vai apresentar propostas, mas não adiantou possíveis partidos que lhe dariam sustentação.
O deputado pefelista Basílio Zanusso, também simpatizante a Beto Richa, afirmou que o partido está buscando um entendimento antes da convenção, porque a diretoria paranaense não tem o menor interesse em abrir a convenção rachada. Ele sugeriu a possibilidade de a convenção ser instalada e permanecer em aberto após o dia 15.
Greca prometeu conferir com o corpo jurídico do PFL nacional se isso é possível. O vice-presidente do PFL estadual, deputado Abelardo Lupion – que defende a candidatura própria ao governo –, disse que uma decisão dessas teria que ser tomada na convenção.

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