Greca insiste em disputar Senado
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quarta-feira, 24 de setembro de 1997
Curitiba 
O chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), voltou com a corda toda da reunião entre o governador Jaime Lerner (PFL) e o presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL) e o vice-presidente da República Marco Maciel (PFL), na última terça-feira, em Brasília. Ele aproveitou ontem a festa de filiação no PTB, na Assembléia Legislativa, para reforçar a sua intenção de ser o candidato da coligação ao Senado, em 98.
Tenho o melhor relacionamento com a dona Emília (Belinati), mas acho que o candidato ao Senado tem de ser escolhido com base numa pesquisa eleitoral e de acordo com a vontade do colégio de deputados federal e estadual, declarou o ex-prefeito de Curitiba, que tem boa penetração junto aos deputados e que não quer a vice-governadora, que hoje se filia ao PTB, nem o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (PFL), no seu encalço. Emília e Stephanes se colocam como pré-candidatos na disputa.
A chapa (Lerner-Emília) tem de ser repetida, porque é mais conveniente para o governador. Por que negar o direito dela ser confirmada pelo povo? Que defeito ela apresentou na administração para que a excluíssemos?, discursou. Greca não revela, mas está disposto a empurrar Emília para a recondução. Seus planos, entretanto, podem se inviabilizar. Além da vice preferir o Senado, a Assembléia (leia-se Aníbal Khury) tenta tornar irreversível a indicação do secretário da Agricultura Hermas Brandão (PTB) como o vice na chapa.
Greca diz que não tem ainda uma pesquisa encomendada para avaliar o seu potencial eleitoral. A população é quem vai me dizer se sou candidato ou não. Não vou me lançar a uma aventura inconsequente. Se me honrrarem com a indicação, não tem para ninguém, garantiu o chefe da Casa Civil, que já começou a costurar a busca de apoios junto aos deputados do Paraná e lideranças partidárias. (L.D.)


