O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PDT) assumiu a Chefia da Casa Civil ‘arrombando’ as portas do Palácio Iguaçu. O pedetista já imprimiu o seu estilo irreverente nos primeiros dias de gestão. Articulado e com um jogo de cintura bem maior que o que todo o staf do governador Jaime Lerner (PDT) dispõe, Greca já iniciou tarefa de dar um tom mais político e agressivo ao governo.
A missão nº 1 do novo chefe da Casa Civil foi usar da ‘incontinência verbal’ para engrossar os tímidos ataques do Palácio contra os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB) no bloqueio dos empréstimos na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado), e que já lhe rendeu uma ameaça de revide judicial. Sem se intimidar, o ex-prefeito teve tempo ainda para fazer contatos com o vice-presidente da República, Marco Maciel (PFL), e pedir o uso de sua influência (de Maciel) para o desbloqueio.
A ‘empreitada’ seguinte foi com a Assembléia Legislativa. Para não bater de frente nos interesses dos deputados, que a cada dia tentam avançar mais nas atribuições do governo, o secretário teve de engolir alguns ‘sapos’ para ‘azeitar’ as relações estremecidas entre o Executivo e o Legislativo, durante o processo de definição da reforma do secretariado.
Na quinta-feira, Greca também teve um papel preponderante nas negociações do governo com os ocupantes da Estrada do Colono. ‘‘Vou incorporar um cardeal diplomático e pôr um ponto final nesta briga que não tem mais razão’’, brincou o secretário que, para amenizar a tensão da conversa, bancou o ‘fotógrafo’ e colocou Lerner no circuito para posar com prefeitos e autoridades presentes.

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