Curitiba - O deputado federal Rafael Greca, pré-candidato do PFL ao governo do Estado à revelia do governador Jaime Lerner, já mandou espalhar pela Capital, seu principal reduto eleitoral, cartazes com sua foto e o slogan idealizado por sua mulher, a jornalista Margarita Sansone: ‘‘Rafael Greca, Tudo Limpo’’.
Greca diz que não está preocupado com possíveis ataques de seus adversários, que ameaçam, nos bastidores, questionar o slogan com base na passagem de Greca pelo Ministério do Esporte e Turismo. No período em que foi ministro, Greca enfrentou uma avalanche de denúncias e foi acusado de fazer vistas grossas para beneficiar donos de bingos.
‘‘Estou com o sigilo fiscal, bancário e telefônico aberto desde 31 de janeiro de 2000’’, diz o deputado. Será que aqueles que me criticam têm coragem de fazer o mesmo?’’, desafiou. ‘‘Não estou nem um pouco preocupado com isso. Sou o Rafael Greca Tudo Limpo.’’
Greca enfrentou um processo de ‘‘fritura’’ em Brasília. Além de ser alvo de denúncias, foi criticado ainda pelo fracasso das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. As críticas desgastaram a imagem do único ministro paranaense na época. O encalhe da Nau Capitânea, às vésperas da festa, foi a gota d’água para a sua queda, que ocorreu dias mais tarde.
Uma conversa com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no Palácio da Alvorada, foi decisiva para a exoneração de Greca, confirmada no dia 27 de abril de 2000. Na tarde de 2 de maio daquele ano, ele reassumiu sua vaga na Câmara Federal.

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