Curitiba - O deputado federal Rafael Greca (PFL), que insiste em levar sua pré-candidatura ao governo à convenção do partido, mesmo à revelia de Jaime Lerner, disse ter saído decepcionado do encontro com o governador. ‘‘Eu sempre o apoiei, desde os 17 anos’’, desabafou.
Ao contrário do governador, que diz que não vai levar a resistência de Greca para o lado pessoal, o deputado avisou que vai pensar sobre a continuidade do bom relacionamento. ‘‘Vou refletir. Satisfeito não estou.’’
Greca disse que teria prazer em defender o governador das críticas que ele pode receber durante a campanha. ‘‘Mas já que o governador dispensa esse apoio, que vá buscar a eloquência que precisar no candidato do PSDB’’, reclamou o deputado, referindo-se à preferência de Lerner pela aliança com os tucanos, que têm Beto Richa como o cabeça de chapa.
O deputado federal não se mostra disposto a recuar, apesar de não contar com o respaldo de Lerner. Greca promete registrar hoje, na sede do PFL estadual, no bairro Alto da Glória, sua candidatura ao Palácio Iguaçu. Ele prefere não revelar a composição da chapa. O deputado avalia que, pelas regras estabelecidas pela direção nacional do PFL, ele pode buscar apoio mesmo depois de submeter seu nome na convenção –desde que ele seja aprovado.
Sobre a proposta de ocupar uma vaga ao Senado na chapa encabeçada pelos tucanos, Greca disparou: ‘‘numa chapa que já nasce morta, não é uma boa proposta’’.
No páreo - Caso o PFL decida por candidatura própria, Greca poderá disputar a indicação com o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski. Ele esteve ontem em Londrina e disse que pretende entrar na briga. Ficinski admite que ainda não é conhecido do eleitor, mas não vê isso como desvantagem. ‘‘Eu sou o único pré-candidato que não tem qualquer rejeição’’, comenta. Caso o PFL decida pela coligação com o PSDB com Beto Richa na cabeça da chapa, o ex-secretário afirma que irá pleitear a vaga de vice. (Colaborou Claudio Osti)

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