Curitiba

Arquivo FolhaPanos quentesGreca: ‘‘Ninguém está querendo prestar desomenagens à vice’’O chefe da Casa Civil, ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, disse ontem que o ‘‘diz-que-diz’’ no Palácio Iguaçu, que levou a governadora em exercício, Emília Belinati, a reagir com autoridade, na quinta-feira, ‘‘deve ser minimizado’’. Segundo ele, se a lei da desincompatibilização estiver valendo em 98, ‘‘será de bom tom que a dona Emília fique no Palácio Iguaçu para dar continuidade aos programas do Jaime (Lerner). ‘‘Por isso, é bom que o clima seja o melhor possível’’, emendou.
Para Greca, todo o episódio que levou a vice-governadora a alertar que sua autoridade deve ser respeitada pela equipe nos períodos de interinidade ‘‘não passou de bobagem’’. ‘‘Ninguém está querendo prestar desomenagens à vice. Se houve alguma reunião sobre a qual ela não foi comunicada, não foi para conspirar e sim para se fechar o negócio em favor de Londrina’’, reforçou o chefe da Casa Civil, referindo-se ao motivo aparente da querela - a reunião entre os secretários da Fazenda e da Indústria e Comércio, no Chapéu Pensador, o gabinete ‘ecológico’ do governador Jaime Lerner.
Emília tem procurado afastar interpretações de que houve descaso dos secretários Giovani Gionédis e Nelson Justus, ao não a informarem sobre a reunião, da qual participaram também empresários interessados em abrir novas indústrias no Paraná. Mas a vice foi vítima de uma ‘central de boatos’ no Palácio Iguaçu, no dia seguinte, que tentou intrigá-la com os dois secretários. A ‘central’ estaria interessada em enfraquecê-la até a definição de nomes do governo para candidaturas chaves em 98.
Greca admite intenção política em candidatar-se ao Senado em 98 - mesmo cargo pleiteado por Emília -, mas diz que isso nunca foi problema entre ele e a vice. ‘‘Pelo contrário, a minha relação com a dona Emília é a melhor possível. Passamos a semana despachando juntos. O que aconteceu nos últimos dias foi uma falsa crise que precisa ser esquecida o mais rápido possível’’, afirma o chefe da Casa Civil.
Greca diz ser ‘‘natural’’ que, como ex-prefeito de Curitiba, deseje concorrer a um cargo majoritário. ‘‘Mas a confirmação disso só ocorrerá bem mais para frente. O nosso horizonte vai até abril do ano que vem (prazo final para a desincompatibilização, se houver), sinaliza.

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