Greca anuncia nova etapa para bingos
MORALIZAÇÃO
Greca anuncia nova etapa para bingos
Arquivo FolhaGreca: Não tenho medo de ir ao Senado para deporO ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL) anunciou ontem em Curitiba que começa a partir de hoje nova etapa do processo de moralização dos bingos no Brasil. Os 12 Estados que ainda não entregaram a função de fiscalização dos bingos à Caixa Econômica Federal têm até o próximo dia 13 de novembro para se enquadrar no pacote baixado há três semanas pelo ministério. O Paraná está entre os pendentes.
O presidente do Serlopar, o serviço de loterias do Paraná, Ronald Dias Pinto, está desde ontem em Brasília negociando com o ministério de Greca como ficará a fiscalização dos bingos no Paraná. Estou chamando os Estados para que firmem um convênio conosco, disse Greca. Para ele, o sucesso do pacote moralizador, que prevê tambpem a cobrança de taxas como controle da proliferação das casas de bingo, depende de um esforço de todos os Estados.
Greca voltou a se defender das acusações que vem sofrendo nos últimos meses, de conivência com irregularidades nos bingos. Não vejo problema algum de ir ao Senado prestar esclarecimentos. Não tenho medo. Isso não passa de uma intriga de campanário, comparou Greca, num ataque indireto aos senadores do Paraná, Alvaro Dias (PSDB), Osmar Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB), que buscam provas para incriminar o ministro num suposto esquema de cobrança de propinas para a instalação de bingos.
Greca chegou ao Paraná sexta-feira passada e passou o feriadão de Finados em Curitiba, acertando os detalhes do protocolo de intenção firmado ontem pelos governos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na busca de recursos para o desenvolvimento do turismo na Região Sul.
A assinatura do protocolo foi no Palácio Iguaçu e contou com a presença do governador Jaime Lerner (PFL); de Juan Luna Kesler, do BID; e de representantes dos outros Estados que integram o projeto Prodetur Sul.
O projeto, idealizado por Greca para a implementação do turismo no Brasil, prevê US$ 465 milhões em recursos, dos quais US$ 420 milhões (US$ 140 milhões cada) a ser rateado entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os outros US$ 45 milhões estão reservados para o Mato Grosso do Sul, contemplado pelo Bid Pantanal, projeto do Ministério que corre em parelelo. Cada Estado fica com a responsabilidade de arcar com 30% dos custos como contrapartida. A União, 10% e o BID, os outros 70%.
A expectativa é de que até o primeiro semestre do ano que vem o dinheiro do BID esteja em condições de ser repassado. Lerner pediu empenho para uma liberação em tempo recorde. Conseguimos o Paraná Urbano em sete meses, comparou o governador. Já o ministro Greca foi mais cauteloso. Ninguém ache que o ministro é ilusionista, disse. Greca disse ter consciência que para ser colocado em prática o Prodetur Sul depende de trâmites burocráticos como autorização do Senado para a contratação do financiamento.
O ministro disse ainda que será necessário um trabalho político do governo federal para tornar viável a parceria com o BID. Um dos critérios exigidos pelo banco é um atestado garantindo a capacidade de endividamente dos Estados envolvidos no projeto. Essa capacidade é regulada hoje pela Resolução 78, do Senado.
Os deputados federais Doutor Rosinha (PT-PR) e Gilmar Machado (PT-MG) querem ouvir o ex-presidente do Indesp, Manoel Tubino, na Comissão de Educação e dos Esportes da Câmara. A convocação foi feita há dez dias, mas a data não foir marcada. Rosinha acha que o fato de Tubino ter prestado esclarecimento no Senado na semana passada sobre as denúncias de irregularidades no Indesp na concessão de bingos não torna sua presença dispensável na Câmara. São instâncias diferentes e a cada dia estão surgindo fatos novos, argumentou.
O deputado foi o primeiro parlamentar a pedir esclarecimentos ao ministro Greca sobre as denúncias. Um pedido de informações sobre o número de bingos existente no Brasil e quantos foram autorizados foi encaminhado ao ministério pelo parlamentar no início de setembro. Segundo ele, o pedido ainda não foi respondido. Vou cobrar via Câmara, afirmou. (Colaborou Patrícia Zanin).





