GRAMPO
Com prisão preventiva decretada desde a noite da última quarta-feira, o funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Temílson de Resende, o Telmo, principal suspeito do grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), não foi localizado pela Polícia Federal, que mandou aviso a portos e aeroportos de todo o País. A PF suspeita que Telmo, no entanto, já esteja no exterior – ele tem parentes que moram em Nova York.
A prisão foi decretada pelo juiz da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio, Alexandre Libonati, atendendo a um recurso do Ministério Público Federal. Telmo chegou a ser detido em 28 de setembro e passou apenas uma noite na cadeia: no dia seguinte, a juíza substituta Cláudia Valéria Fernandes revogou a prisão, dizendo não haver sinais de periculosidade que justificassem sua detenção. O MPF recorreu, baseado em dois fundamentos: o de que Telmo teria ameaçado o ex-policial federal Célio Arêas da Rocha, que depôs em juízo incriminando o agente, e o de que ele pode ameaçar a ordem pública.

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