São Paulo - Depois de chegar à beira da ''morte por inanição'', de acordo com avaliação do Ministério da Justiça, o mais avançado programa para reaparelhamento, aperfeiçoamento e qualificação dos quadros da Polícia Federal está sendo resgatado.
Com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Marcio Thomaz Bastos (Justiça) e Nelson Machado (Planejamento) concluíram o cronograma de liberação de verbas em 2005 para retomar duas frentes, o Pró-Amazônia e o Projeto de Modernização Tecnológica da PF, Promotec.
É um negócio de US$ 425,2 milhões que prevê a revitalização das unidades da Polícia Federal, fixação de novas bases operacionais em ''áreas críticas'', ampliação dos segmentos técnico e científico e a criação de mecanismos de consulta, cooperação, avaliação, planejamento e coordenação integrada com organizações policiais do mundo inteiro.
O ponto forte do investimento é reforçar a ação da PF nas fronteiras da Amazônia Legal, por onde o crime organizado passa o tráfico de drogas e o contrabando de armas pesadas. Uma das expectativas é a possibilidade de usar os dados do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) nas operações.
O Pró-Amazônia e o Promotec nasceram em março de 98, quando a PF firmou o contrato 21/98 com a Societé Française d'Exportation de Materiels, Systemes et Services, do Ministério do Interior francês.
Com a verba do acordo com o Ministério do Interior da França, a PF vai comprar 4,7 mil computadores, 4 helicópteros, 6 veículos blindados Mercedes, 3 botes infláveis e 7 botes rígidos. Também pode instalar 11 laboratórios de perícia, balística, bombas e explosivos e 7 laboratórios de DNA. Uma das obras mais importantes está pronta, o prédio do Instituto Nacional de Criminalística com 10 mil metros quadrados.

mockup